Os remédios antidepressivos são medicamentos utilizados no tratamento da depressão e de outros transtornos relacionados à saúde mental, eles atuam no equilíbrio de substâncias químicas do cérebro, como serotonina, noradrenalina e dopamina, ajudando a melhorar sintomas como tristeza persistente, desânimo, alterações no sono, ansiedade e perda de interesse nas atividades do dia a dia.
Além da depressão, alguns antidepressivos também podem ser indicados para transtornos de ansiedade, síndrome do pânico, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), dor crônica e fibromialgia.
A depressão é um transtorno mental caracterizado por tristeza persistente, perda de interesse ou prazer nas atividades diárias e alterações emocionais e físicas que impactam a qualidade de vida.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a depressão pode afetar pessoas de qualquer idade e intensidade, interferindo no trabalho, nos relacionamentos e na rotina.
A depressão pode se manifestar de diferentes formas e intensidades. O diagnóstico correto é fundamental para definir o tratamento mais adequado. Existem diferentes tipos de depressão reconhecidos pela medicina, cada um com características específicas.
O Transtorno Depressivo Maior é o tipo mais conhecido de depressão. Caracteriza-se por episódios intensos de tristeza, perda de interesse nas atividades do dia a dia, desânimo, alterações no sono e cansaço excessivo.
Os sintomas podem durar semanas ou meses e impactar significativamente a rotina, os relacionamentos e a qualidade de vida.
A distimia é uma forma de depressão mais leve, porém crônica. Os sintomas permanecem por pelo menos dois anos.
Mesmo conseguindo manter a rotina, a pessoa pode apresentar humor constantemente baixo, falta de motivação e sensação contínua de desânimo.
A depressão bipolar está associada ao transtorno bipolar. Nesse quadro, ocorrem alternâncias entre episódios de depressão e fases de euforia, conhecidas como mania ou hipomania.
O diagnóstico correto é essencial, pois o tratamento pode ser diferente da depressão tradicional.
A depressão pós-parto pode ocorrer após o nascimento do bebê e envolve alterações hormonais, emocionais e físicas intensas.
Além da tristeza persistente, a pessoa pode apresentar ansiedade, irritabilidade, dificuldade de vínculo com o bebê e sensação de sobrecarga.
O Transtorno Disfórico Pré-menstrual (TDPM) está relacionado ao ciclo menstrual e provoca sintomas emocionais intensos antes da menstruação.
Entre os sinais mais comuns estão irritabilidade, tristeza, ansiedade, alterações de humor e sensibilidade emocional acentuada.
O Transtorno Afetivo Sazonal (TAS) está ligado às mudanças nas estações do ano, sendo mais comum em períodos com menor exposição à luz solar, como o inverno.
Os sintomas podem incluir desânimo, sonolência excessiva, alterações no apetite e falta de energia.
A depressão psicótica é um quadro mais grave que combina sintomas depressivos com delírios ou alucinações.
Nesses casos, o acompanhamento médico especializado é indispensável para o tratamento adequado.
Importante: O acompanhamento médico e psicológico é essencial para identificar corretamente o tipo de depressão e indicar o tratamento mais adequado para cada pessoa.
Não existe o melhor antidepressivo de forma geral. O mais adequado é aquele que funciona para cada pessoa, com *menos efeitos colaterais** e mais eficácia para o quadro específico.
O médico leva em conta o tipo de depressão, outros medicamentos em uso, condições de saúde e histórico do paciente antes de fazer a indicação. Por isso, a escolha é sempre individual.
Estes são os antidepressivos mais prescritos no Brasil:
Importante: Todos exigem receita médica. Nunca inicie ou interrompa o uso por conta própria.
ISRS (Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina): os mais prescritos atualmente. Aumentam a serotonina disponível no cérebro e têm menos efeitos colaterais que os antidepressivos mais antigos.
Exemplos: fluoxetina, sertralina e escitalopram.
IRSN (Inibidores da Recaptação de Serotonina e Noradrenalina): agem em dois neurotransmissores ao mesmo tempo, o que pode ser mais eficaz em alguns casos.
Exemplos: venlafaxina e duloxetina.
Tricíclicos (ADT): mais antigos e com mais efeitos colaterais, mas ainda usados em casos específicos ou resistentes.
Exemplos: amitriptilina e nortriptilina.
Não. A pregabalina não é classificada como antidepressivo. Ela é um medicamento utilizado principalmente para tratamento de dor neuropática, epilepsia e transtorno de ansiedade generalizada em alguns casos.
A confusão acontece porque ela pode ser prescrita junto com antidepressivos em alguns tratamentos.
As duas são ISRS com eficácia semelhante, a diferença está no perfil de cada uma.
A sertralina tem menos interações com outros medicamentos e é bastante indicada para idosos. Exige regularidade na tomada por ter meia-vida mais curta.
A fluoxetina tem meia-vida longa, o que a torna mais tolerante a eventuais esquecimentos. Tende a ser mais estimulante, o que pode causar insônia em algumas pessoas.
A escolha é sempre feita pelo médico, mas alguns fatores orientam essa decisão:
Importante: os antidepressivos levam de 2 a 4 semanas para fazer efeito, é normal não sentir melhora imediata, o tratamento precisa de tempo e continuidade.
A depressão pode ter múltiplas causas, incluindo fatores genéticos, alterações químicas cerebrais, estresse intenso, traumas, doenças crônicas e fatores emocionais ou sociais.
Os sintomas variam, mas os mais comuns são tristeza persistente, sensação de vazio, cansaço extremo,irritabilidade, falta de vontade de fazer as coisas, dificuldade de concentração e afastamento das pessoas.
Nem todo mundo chora, a depressão pode aparecer de formas bem diferentes.
A depressão tem tratamento e pode ser controlada com acompanhamento médico, psicoterapia, mudanças no estilo de vida e, quando necessário, uso de medicamentos.
O diagnóstico precoce e a adesão ao tratamento aumentam as chances de melhora da qualidade de vida.
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Confira outras categorias de medicamentos:
Sistema Nervoso Central | Remédio para Esquizofrenia | Remédio para Epilepsia | Reposição Hormonal | Remédio para TDAH
Fontes: Organização Mundial da Saúde (OMS); Ministério da Saúde; Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP); Anvisa.